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Série Instrumentos Musicais - Oficleide

February 28, 2018

Projeto Laguna Cultural publica artigo de Mário Louro, violonista do grupo de choro É dO QuE hÁ, do Rio de Janeiro, sobre a história do oficleide, "que chegou a ser o quarto instrumento mais utilizado no choro nos princípios do século XX", apresentando mais um colaborador do Blog da Laguna!

Capa do disco Irineu de Almeida e o Oficleide 100 anos depois - Biscoito Fino (2016)

 

Trabalho muito interessante visando ao resgate de um instrumento musical chamado Oficleide está registrado no CD “Irineu de Almeida e o Oficleide 100 anos depois”.

 

A origem do instrumento data de 1817, fabricado pelo francês Jean Hilaire Asté, a partir de um concurso promovido pelo rei Luis XVIII da França, destinado a estimular a invenção de um instrumento que tivesse mais projeção sonora que a “Serpente”, seu antecessor imediato.

 

Sua chegada no Brasil se dá por volta de 1850, com a vinda das primeiras bandas de música. Pedro Nolasco, pernambucano, escreveu diversas peças para o instrumento. Instrumento este que é considerado figura central para o desenvolvimento do choro.

 

Na Europa, o Oficleide começou a cair em desuso por volta de 1880, com o sucesso da família dos sax-borns e saxofones, inventados por Adolphe Sax. Com isso, o Oficleide foi sendo cada vez menos utilizado, até que, por volta de 1902, a fabricante francesa de instrumentos Couesnon deu por encerrada sua produção.

 

No Brasil, o Oficleide, que chegou a ser o quarto instrumento mais utilizado no choro nos princípios do século XX, desapareceu por completo, sendo considerado extinto. O último grande músico a tocar o oficleide no Brasil foi Irineu de Almeida.

 

Irineu Gomes de Almeida nasceu em 23 de novembro de 1863 (provavelmente no Rio de Janeiro). Tinha o apelido de Irineu Batina, por usar invariavelmente uma sobrecasaca comprida, semelhante a uma batina.

 

Compositor, trombonista, bombardinista e oficleidista, estudou no Conservatório Imperial de Música, formando-se nos cursos de harmonia, contraponto e fuga. Foi integrante da primeira formação da Banda do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro (1896), atuando sob a regência do Maestro Anacleto de Medeiros.

 

Por volta de 1907, torna-se amigo de Alfredo da Rocha Vianna, pai de Pixinguinha (que nessa época tinha apenas dez anos). Irineu foi fundamental para o início da carreira musical de Pixinguinha. Além de ter sido seu professor, o convidou para fazer parte do rancho Filhas da Jardineira, importante grupo carnavalesco da época, do qual era Diretor de Harmonia. Convidou Pixinguinha para sua primeira gravação, com o Grupo Choro Carioca.

 

Neste CD, vale destacar a “re-introdução” do Oficleide no Choro. O músico Éverson Morais (trombonista e bombardinista), em 2013, encontrou um oficleide em mi bemol abandonado em uma antiga fazenda de café no interior paulista. Arrematou o instrumento e partiu para seu estudo, destinado a trazê-lo de volta à vida. Posteriormente, mandou vir da França dois outros Oficleides, um em dó (usado nas gravações do CD) e outro em si bemol, ambos centenários. Assim, o Oficleide volta às Rodas de Choro, após um século de ausência.

 

O CD é uma realização da Biscoito Fino (2016). Vale registrar os instrumentos e respectivos músicos participantes: Oficleide: Éverson Morais; Cornet/Fluguelhorn: Aquiles Moraes; Flauta/Flautim: Leonardo Miranda; Cavaquinho: Lucas Oliveira; Violão: Iuri Bittar; Pandeiro/Caixa/Bombo/Pratos: Marcus Thadeu; Reco-reco: Miguel Miranda; Violão de 8 cordas: Paulo Aragão; Violão de 7 cordas: Maurício Carrilho; Clarineta: Beatriz Stutz; Tuba: Thiago Osório.

 

Mário Louro, músico e violonista do grupo de choro É dO QuE hÁ

Confira abaixo a execução da primeira faixa do álbum "Irineu de Almeida e o oficleide 100 anos depois" pelos músicos que participaram da gravação do CD e em seguida uma apresentação da Sydney Ophicleide Quartet, para conhecer melhor o instrumento e a sua sonoridade.

 

 

 

 

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